Desastre – Por Stephany Ferreira

O que seria o amor para uma sociedade da guerra?

O que te tornaria correto em um mundo corrupto?

O que é um pensamento livre onde só há pessoas com pedras nas mãos?

Será que todas essas coisas estão interligadas?

Será que eu seria a pessoa correta quando defendesse o amor do meu pensamento completamente diferente dessa sociedade destruída? Ora, sou só mais uma que é capaz de cair no engano de um pensamento livre, no engano de achar que penso diferente, na situação constrangedora de viver em um mundo atrasado, corrupto e mentiroso.

Sou um alguém que quer ser diferente, que não pretende usar pedras para mostrar minha opinião, mas que espero deixar claro que vivemos no meio de uma podridão constante, de um amor cada vez mais distante e de um pensamento livre, mas longe o bastante.

Talvez somos a piada que contamos, o desastre que causamos e a solução que expulsamos.

Somos os bandidos que odiamos e os assassinos que repudiamos, somos a fera tentando se transformar e o monstro tentando se achar.

Posso talvez me aproximar de uma conclusão… somos tudo aquilo que queremos longe e sonhamos com tudo aquilo que assassinamos. Somos o pior do que poderia ser belo e o real pesadelo de um possível inferno. Então, enquanto escrevia e relia tudo isso agora posso acreditar que também faço parte dessa maldita história, que sou também o pesadelo, que também causo o desespero e que é assim que ficamos no meio de um mesmo bloqueio.

  • Texto escrito por Stephany Ferreira em 30 de novembro de 2015.

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